O objetivo da clínica reichiana(orgonoterapia) consiste na constituição de um homem capaz de amar e trabalhar, ou em outras palavras, na produção de uma economia psíquica e vegetativa, em que a energia gasta em qualquer atividade humana seja mais próxima possível do prazer produzido por essa atividade. Para tanto, a clínica reichiana propõe uma dissolução da couraça tanto psíquica( rigidez do caráter) quanto vegetativa(rigidez muscular) necessária para estabelecer o que a orgonoterapia entende como saúde. Nessa dissolução utiliza-se da técnica da vegetoterapia da análise do caráter que consiste tanto em técnicas de respiração e massagem quanto na técnica de análise do caráter, ambas propostas por Reich( 1992).
A nossa finalidade é liberar os afetos, que em dado momento,estiveram sujeitos a severa inibição e fixação.Isso se consegue soltando as incrustações do caráter.(...) Assim dissolvendo atitudes crônicas do caráter, produzimos reações no sistema nervoso vegetativo.(...) Até agora a psicologia analítica se dedicou apenas ao que a criança anula e aos motivos que a levam a aprender a controlar as suas emoções.Não pesquisou o modo pelo qual as crianças lutam contra os impulsos.(...)É precisamente o processo fisiológico de repressão que merece a nossa maior atenção.(...) Pode-se dizer que toda rigidez muscular contém a história e o significado de sua origem.(REICH, 1992, p.254 – 255)
Quatro anos de experiência clínica sob essa abordagem em questão explicita que algumas técnicas dessa medicina contribuem para a dissolução de couraça muscular e consequentemente da couraça psíquica,pois são capazes de atuar no que Reich denominou como os setes segmentos vegetativos e a medicina indiana denominou como os setes chacras.Não obstante não se pode afirmar que se tratam do mesmo fenômeno per si, apenas apresentam olhares divergentes, porém parecidos, de uma expressão fenomênica idêntica. A teoria reichiana possibilita esse diálogo, uma vez que sua epistemologia é pautada numa visão de homem que se aproxima em alguns aspectos da visão de homem oriental e possui uma proposta de ir além do campo restrito da psicologia, sem, no entanto, abrir mão desse campo.” O inconsciente de Freud está presente e é concretamente perceptível sob a forma de sensações e impulsos do meio vegetativo” (REICH, 1992, p. 63)
A nossa finalidade é liberar os afetos, que em dado momento,estiveram sujeitos a severa inibição e fixação.Isso se consegue soltando as incrustações do caráter.(...) Assim dissolvendo atitudes crônicas do caráter, produzimos reações no sistema nervoso vegetativo.(...) Até agora a psicologia analítica se dedicou apenas ao que a criança anula e aos motivos que a levam a aprender a controlar as suas emoções.Não pesquisou o modo pelo qual as crianças lutam contra os impulsos.(...)É precisamente o processo fisiológico de repressão que merece a nossa maior atenção.(...) Pode-se dizer que toda rigidez muscular contém a história e o significado de sua origem.(REICH, 1992, p.254 – 255)
Quatro anos de experiência clínica sob essa abordagem em questão explicita que algumas técnicas dessa medicina contribuem para a dissolução de couraça muscular e consequentemente da couraça psíquica,pois são capazes de atuar no que Reich denominou como os setes segmentos vegetativos e a medicina indiana denominou como os setes chacras.Não obstante não se pode afirmar que se tratam do mesmo fenômeno per si, apenas apresentam olhares divergentes, porém parecidos, de uma expressão fenomênica idêntica. A teoria reichiana possibilita esse diálogo, uma vez que sua epistemologia é pautada numa visão de homem que se aproxima em alguns aspectos da visão de homem oriental e possui uma proposta de ir além do campo restrito da psicologia, sem, no entanto, abrir mão desse campo.” O inconsciente de Freud está presente e é concretamente perceptível sob a forma de sensações e impulsos do meio vegetativo” (REICH, 1992, p. 63)
Cabe ressaltar que a aproximação dessas duas teorias não deve se estabelecer de forma mecânica, e sim de forma tensa, não perdendo de vista os pontos contrastantes e confluentes, pois advêm de campos epistemológicos distintos e possuem propostas clínicas sob óticas divergentes, não obstante passíveis de diálogos.
(Clementina Carneiro)

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